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quarta-feira, 2 de julho de 2008
aubarf sent you a video: "O humano e seu ambiente"
Genocídio e coleção de árvore: a Amazônia do ministro
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, distorceu a questão da Amazônia em audiência pública na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados. O achincalhe rendeu título de matéria na Folha de S. Paulo desta quarta:
Amazônia não será "coleção de árvore", diz Jobim
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em audiência ontem na Câmara, o ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que a região amazônica não pode ser uma "coleção de árvores" para estrangeiros e que, para transformá-la numa "reserva ambiental absoluta", seria necessário matar seus 21 milhões de habitantes."A Amazônia não pode ser uma coleção de árvores para o lazer de estrangeiros", disse o ministro aos integrantes da Comissão de Agricultura da Casa. "Porque, se nós considerarmos a Amazônia como uma reserva ambiental absoluta, nós precisamos matar os 21 milhões de pessoas que moram lá." ...
O xis da questão é mais embaixo:
A Amazônia não se resume a árvores. Trata-se do maior bioma intocado pelo homem. As árvores, contudo, são fundamentais para a regulação do clima nos estados que a formam, em brasília, no Brasil, no Planeta.
O fato de ser uma "coleção" -- termo, que por sinal, empresta um certo tom antigo às árvores, como se o ministro admitisse que são peças de museu -- não significa necessariamente que seja para estrangeiros.
Existem formas e exemplos bem-sucedidos de manejo sustentável das comunidades na Amazônia que pressupõem a preservação da floresta. Existem até exemplos bem-sucedidos de exploração sustentável da madeira.
O termo "absoluto" é absolutamente despropositado, em termos jurídicos -- a legislação ambiental brasileira prevê diversos tipos de Unidades de Conservação -- e conceituais -- onde existe a atividade humana não há preservação ambiental absoluta, e a "preservação ambiental" eficiente é aquela que justamente integra o homem ao meio.
O que nos leva ao maior despropósito do ministro: "matar seus 21 milhões de habitantes"!
O conceito do genocídio sutilmente colocado em uma disucssão ambiental torta desde o início, vinculado à questão amazônica, e aos estrangeiros, parece mais propício para um ministro do Ataque.
Alguém entende qual a idéia do ministro?
Sua fala não faz o menor sentido, mas é um fino exemplo da manipulação da opinião pública por meio da Comunicação.
O ministro não informa seu e-mail em seu site, mas o telefone é: 61 3312 4000
Amazônia não será "coleção de árvore", diz Jobim
EDUARDO SCOLESE
DA SUCURSAL DE BRASÍLIA
Em audiência ontem na Câmara, o ministro Nelson Jobim (Defesa) disse que a região amazônica não pode ser uma "coleção de árvores" para estrangeiros e que, para transformá-la numa "reserva ambiental absoluta", seria necessário matar seus 21 milhões de habitantes."A Amazônia não pode ser uma coleção de árvores para o lazer de estrangeiros", disse o ministro aos integrantes da Comissão de Agricultura da Casa. "Porque, se nós considerarmos a Amazônia como uma reserva ambiental absoluta, nós precisamos matar os 21 milhões de pessoas que moram lá." ...
O xis da questão é mais embaixo:
A Amazônia não se resume a árvores. Trata-se do maior bioma intocado pelo homem. As árvores, contudo, são fundamentais para a regulação do clima nos estados que a formam, em brasília, no Brasil, no Planeta.
O fato de ser uma "coleção" -- termo, que por sinal, empresta um certo tom antigo às árvores, como se o ministro admitisse que são peças de museu -- não significa necessariamente que seja para estrangeiros.
Existem formas e exemplos bem-sucedidos de manejo sustentável das comunidades na Amazônia que pressupõem a preservação da floresta. Existem até exemplos bem-sucedidos de exploração sustentável da madeira.
O termo "absoluto" é absolutamente despropositado, em termos jurídicos -- a legislação ambiental brasileira prevê diversos tipos de Unidades de Conservação -- e conceituais -- onde existe a atividade humana não há preservação ambiental absoluta, e a "preservação ambiental" eficiente é aquela que justamente integra o homem ao meio.
O que nos leva ao maior despropósito do ministro: "matar seus 21 milhões de habitantes"!
O conceito do genocídio sutilmente colocado em uma disucssão ambiental torta desde o início, vinculado à questão amazônica, e aos estrangeiros, parece mais propício para um ministro do Ataque.
Alguém entende qual a idéia do ministro?
Sua fala não faz o menor sentido, mas é um fino exemplo da manipulação da opinião pública por meio da Comunicação.
O ministro não informa seu e-mail em seu site, mas o telefone é: 61 3312 4000
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